Sinto a poesia entre meus poros,
Sinto a paz entre estes túmulos,
Sinto a brisa sussurrar em meus ouvidos.
Estranho, agradável, excitante, porém distante.
Vejo a garoa molhar minha folha,
Delicadamente Finos pingos a brilhar neste
Mármore negro com
Um belo anjo a me observar.
Sim...
Eu não nego que é meu primeiro encontro com
Um cemitério,
Eu não nego que me senti bem,
Eu não tenho medo dos corpos que aqui descansam.
Essa não é uma escrita gótica,
Essa não é uma escrita obscura,
É uma sensação de bem estar aos que acolheram tão bem neste
Silencioso soprar das folhas ao chão.
É um grande patamar de ilusões,
São um grande mistério estas caixas trancadas,
Cobertas de bronze, prata e ouro e seladas por lagrimas.
Cheiro de lodo funde-se ao cheiro de rosas vermelhas,
Cheiro de morte exilado por falta de meus sentimentos a eles.
E mais uma vez a morte mexe comigo,
E mais uma vez me apaixono por algo desconhecido.
Creio não voltar neste lugar,
Pois o que me faz bem não me permite desenhar estas linhas.
Mas sei que voltarei pra gravar estes momentos em meu álbum.
Creia...
É tudo muito poético aqui,
É lugar triste aonde me encaixo perfeitamente
Entre estes olhares tristes destes monumentos.
Bati três vezes no tumulo de Cazuza,
Pedi que ele me mostrasse uma poesia,
Senti apenas a essência do que é ser poeta.
É apenas uma tristeza feliz,
Uma sensação distante,
É apenas um momento feliz.
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