16 de janeiro de 2010

Redundante

Quando mais tarde caíres na aflição da discórdia interior Se esconda nas laminas do sono eterno, Quando chorar sozinho e desejar estar sozinho mesmo querendo que Alguém segure a tua mão, não te desesperes... Peça socorro a lamina. Tu desenhaste uma historinha pintada a borões e decepções, Tu sorristes em meio a muitas loucas fixões querendo um pedaçinho de De muitas historias para que aumenos saibam um pouco do que se passou. Cala-te louca e horrenda frustração Cala-te Sereias existem, Loucos pra preencher fundos brancos também... E por isso estou aqui. Os solos estridentes arrancando a minha paz Os vazios perturbando o que me sobra de paz O leito de ignorância jogado a teus olhos A falta de serenidade ao que homem inventou e criou Para que só os bons jogadores podem se deliciar. Então na minha discórdia interior te jogo a minha “paz”.
Max Daniel

Apatico Demais

Cama macia e travesseiro aconchegante, Vela que oscila em meio à solidão. Isso parece mais leito de espinhos, Isso é orgulho em meio a fezes em que de verdade aceitou-se. E naqueles dias de verão aonde se busca refresco o diabo sopra Ar quente contra mim. Noite em claro na companhia de cigarros E a perversão de meus desejos Embaladas ao ritmo de lentas canções. Homem nada sempre existiu, Asas abertas e estou voando. Brilho nos olhos e são eles quem chora, E sobre a vida nada se limitou, já o teu bolso o meu parecem estar furados. Eu quero ir pra Grécia Você pra Itararé, Ei... De que estamos fugindo? Pego meu antioxidante e ligo estes plugues, Que tal um pouco de barulho em meio a madrugada sem graça E cheia de paz que vem dos vizinhos? Tão apático que estou dando amor, Apático demais Redundante demais Tem sombras demais. Max Daniel

Céu

Foi então que o nada aconteceu e o que era de verdade desapareceu. Foi então que e o céu apenas chorava molhando os olhos de quem já sentia. Rogando lacunas de satisfação é o céu todo esse horizonte de um suposto momento de amor. E a um piscar de distancia esta ele... Céu que arde, Céu que morde, Céu que clareia, Céu que escurece... Mas a redundância em orações e clamores de salvação deixa o Que sobrou do homem ajoelhado, (apatia). Foram tantos dias em que percorrendo em trilhos de solidão que o que Mais de lindo ouse cruzar em um piscar de olhos não o satisfazer ia. O calor que está na pele o ódio nas veias a verdade estampado no ar e as asas loucas Para bater e logo quem sabe voltar a bater. Como se as frases tocassem as “orbitas” do sonhador e os dedos do poeta, E esta tudo assim livre pelos ares pedindo ao encanto que o faça brilhar sobressaindo Sobre os momentos de frustrações e o desespero, Como se em vez de pedir a “deus”, gritasse ao mundo um pouco de serenidade. E assim está o poema em que se fala do “céu” nada inspirado, Sem sol, Sem lua, Sem contornos e sem pintura.
Max Daniel