Foi então que o nada aconteceu e o que era de verdade desapareceu.
Foi então que e o céu apenas chorava molhando os olhos de quem já sentia.
Rogando lacunas de satisfação é o céu todo esse horizonte de um suposto momento de amor.
E a um piscar de distancia esta ele...
Céu que arde,
Céu que morde,
Céu que clareia,
Céu que escurece...
Mas a redundância em orações e clamores de salvação deixa o
Que sobrou do homem ajoelhado, (apatia).
Foram tantos dias em que percorrendo em trilhos de solidão que o que
Mais de lindo ouse cruzar em um piscar de olhos não o satisfazer ia.
O calor que está na pele o ódio nas veias a verdade estampado no ar e as asas loucas
Para bater e logo quem sabe voltar a bater.
Como se as frases tocassem as “orbitas” do sonhador e os dedos do poeta,
E esta tudo assim livre pelos ares pedindo ao encanto que o faça brilhar sobressaindo
Sobre os momentos de frustrações e o desespero,
Como se em vez de pedir a “deus”, gritasse ao mundo um pouco de serenidade.
E assim está o poema em que se fala do “céu” nada inspirado,
Sem sol,
Sem lua,
Sem contornos e sem pintura.
Max Daniel
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