16 de janeiro de 2010

Céu

Foi então que o nada aconteceu e o que era de verdade desapareceu. Foi então que e o céu apenas chorava molhando os olhos de quem já sentia. Rogando lacunas de satisfação é o céu todo esse horizonte de um suposto momento de amor. E a um piscar de distancia esta ele... Céu que arde, Céu que morde, Céu que clareia, Céu que escurece... Mas a redundância em orações e clamores de salvação deixa o Que sobrou do homem ajoelhado, (apatia). Foram tantos dias em que percorrendo em trilhos de solidão que o que Mais de lindo ouse cruzar em um piscar de olhos não o satisfazer ia. O calor que está na pele o ódio nas veias a verdade estampado no ar e as asas loucas Para bater e logo quem sabe voltar a bater. Como se as frases tocassem as “orbitas” do sonhador e os dedos do poeta, E esta tudo assim livre pelos ares pedindo ao encanto que o faça brilhar sobressaindo Sobre os momentos de frustrações e o desespero, Como se em vez de pedir a “deus”, gritasse ao mundo um pouco de serenidade. E assim está o poema em que se fala do “céu” nada inspirado, Sem sol, Sem lua, Sem contornos e sem pintura.
Max Daniel

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